domingo, 20 de dezembro de 2009

Ao descer as escadas















Pouso a vida nos degraus gastos
Degradados pelos passos desgarrados de quem
Com pressa apressada passa sem querer ouvir
A madeira já esgotada dos choros e gargalhadas que se entranham sem pedir
Num vão corrimão enferrujado descem e sobem palmas de gente
Que se tomam descontentes sem pensar no desalento deste caminho maltratado
Nesga de luz, tu, que sublime esclareces esta saga de destinos….degrau após degrau, descanso e oiço os meus passos na sombra de pedaços de mim...
Quando chegar quero estar lá…onde só tu sabes onde me encontro, ao descer as escadas do mundo e chegar ao outro ponto

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