terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Molho-me de ti














Molho-me antes de te sentir
Sinto-te antes de me acordar
Nasço ainda antes de morrer esta tarde que não tarda chegar
Mistura-se a o vento com aquilo que penso
Separa-se a vontade da amálgama do imenso
Intenso, escorrega o frio na minha pele
Tilinta o vazio no esquecer do céu
Esta chuva que encharca a minha mão
A saudade praguejada que ecoa no meu coração
Por quanto mais tempo terei de ficar assim?!
A chuva agora marca a espera de te encontrar aqui
Seja numa primavera, num colapso de Estação
Só queria que estivesses a senti-la na tua mão…como eu
O tempo corre sem dó, parece que ainda não passou
A chuva que outrora era minha e tua, e que já não tem sabor

Agora tudo é mais é mais Inverno, tudo é mais severo
Tudo chama por ti
Tudo grita calado quando o meu sonho acordado faz-me voltar-te a sentir

Agarra hoje a minha mão e sente comigo esta água
Passa-a na minha cara e abraça-me sem que exista esta mágoa

Até que pare de chover e as tuas lágrimas sequem os meus olhos
E mostrem-me que os meus sonhos precisam chover-te mais

Pai!




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