quarta-feira, 23 de dezembro de 2009





















Cada vez mais me sinto assim -uma criança…que olha para o mundo com admiração carregada de ânsia de viver.
Cada vez mais descubro de mim, sacudo dos olhos a poeira que me incomoda e olho para tudo que é mais assombroso, maior, de mais direito que eu
Vislumbro o raio de luz mais alto que me encandeia, a sombra das folhas que me agasalham o empenho mágico de ser criança .
A ingenuidade das palavras intromete-se na sensação de exiguidade melodiosa que começa a tomar conta do meu discurso choroso.
Querer saber o porquê da mais ínfima coisa e conseguir alcançar tudo aquilo que não consigo, quero…e não chego…vontade e desespero, tudo atafulhado no meu baú de brinquedos.
Ter a sensação que tudo e mais alguma coisa que ainda não conheço está cada vez mais perto…embora oiça, de certo “Aida és pequena…” !
Não deixo de alimentar a minha sede, obcecada por sentar-me no ramo que os meus olhos conseguem tocar quando olho da minha janela…aquele que nos meus sonhos visito antes do orvalho cair sobre a minha pele.
Demoro-me de braços estendidos a esta árvore…um dia, sentada naquele ramo, olharei para onde de hoje te chamo

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